Você já pensou em começar a fazer terapia? Na prática, o melhor mês é o primeiro em que você percebe que precisa de ajuda e ainda assim continua adiando. Janeiro é simbólico: começo de ano, sensação de recomeço, metas novas. Mas a vida não espera virar o calendário para doer. E é justamente por isso que vale a pena pensar em começar o quanto antes, com carinho e responsabilidade por você.
Por que tanta gente sente vontade de começar terapia em janeiro? Porque esse período escancara contrastes:
- O peso do ano que terminou × a expectativa do que vem pela frente.
- As promessas repetidas × os padrões que continuam igual.
- A frase “esse ano vai ser diferente” × o medo de tudo ser só mais do mesmo.
Nesse intervalo, algumas coisas ficam mais evidentes:
1. Você enxerga ciclos se repetindo.
Ao olhar para o ano que passou, é comum perceber:
- os mesmos conflitos nas relações;
- o mesmo cansaço profundo;
- as mesmas dificuldades emocionais;
- as mesmas promessas não cumpridas.
A terapia não apaga o passado, mas ajuda você a entender esses ciclos e, aos poucos, criar saídas mais saudáveis.
2. Você se pergunta com mais honestidade: “Eu quero continuar assim?”.
Festas, férias, balanços de fim de ano… tudo isso costuma trazer uma pausa (mesmo que pequena) que permite olhar para dentro. Essa pergunta, por si só, já é um sinal importante de que talvez seja hora de ter apoio profissional.
3. Você percebe o descompasso entre o que deseja e o que está vivendo.
“Esse ano eu vou cuidar mais de mim.”
“Esse ano eu não vou me sobrecarregar tanto.”
“Esse ano eu vou colocar limites.”
Se essas frases voltam todo janeiro, mas pouco mudam na prática, a terapia pode ser um espaço para transformar desejo em movimento real — no seu ritmo, sem cobrança mágica de mudança instantânea.
Não é só sobre janeiro: é sobre não adiar mais o que já está doendo. De forma ética e honesta: ninguém é obrigado a fazer terapia. E nem todo sofrimento precisa, automaticamente, virar um processo terapêutico.
Mas alguns sinais merecem atenção:
- o cansaço emocional não passa, mesmo descansando;
- você sente que perdeu o brilho de coisas que antes faziam sentido;
- os mesmos conflitos se repetem nas relações;
- você se sente frequentemente ansiosa, triste, irritada ou no “modo automático”;
- tem dificuldade de pedir ajuda, colocar limites ou dizer “não”;
- sente que carrega tudo sozinha.
Se, ao ler isso, você se reconhece em algo, talvez o ponto não seja esperar “o momento perfeito”, e sim considerar um primeiro passo possível agora.
A ideia não é te apressar por medo, e sim lembrar de algo simples e muitas vezes esquecido:
- Problemas emocionais não são sinal de fraqueza.
- Buscar ajuda não significa que você “não deu conta”, e sim que você se importa o suficiente consigo para não carregar tudo sozinha.
- Quanto antes você começa a olhar para certas dores, menos elas precisam se acumular e explodir lá na frente em forma de crise, esgotamento ou rompimentos difíceis.
Começar terapia não é um compromisso com “virar outra pessoa”. É um compromisso com olhar para quem você é hoje, com mais verdade e mais cuidado. As informações sobre como funcionam o processo terapêutico estão disponíveis aqui neste link.
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Com carinho.
Thalita Gonçalves.
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