Como você tem lidado com o que é essencial em sua vida?

Recentemente, me lembrei de um texto atribuído à autoria de Rubem Alves que gosto muito e que tem reverberado por aqui esses dias, inclusive nos meus atendimentos:
"Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de 'abrir mão' — a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial."
Com a correria do dia a dia, precisamos aprender a priorizar, apreciar o tempo que temos, valorizar o momento presente e lembrar que não há controle sobre o que será feito no futuro.

E, ainda assim, é curioso como vivemos boa parte da vida agindo como se tivéssemos tempo de sobra. Adiamos a conversa importante para depois. Deixamos o encontro com quem amamos para quando as coisas se ajeitarem. Guardamos os projetos que fazem sentido para quando sobrar tempo, como se o tempo algum dia sobrasse por conta própria, sem que a gente escolha ativamente abrir espaço para ele.

Essa é a parte mais difícil da frase de Rubem Alves: escolher significa, necessariamente, abrir mão de outra coisa. Não é possível ler todos os livros, escutar todas as músicas, cultivar todas as relações com a mesma intensidade, abraçar todo mundo que gostaríamos. E não é falta de disposição, é a própria natureza do tempo, finito e irrecuperável.

Nos meus atendimentos, percebo que muita gente carrega culpa por essa impossibilidade. Como se abrir mão fosse sinônimo de fracasso, de não dar conta, de ser menos capaz que os outros. Mas abrir mão, quando feito com consciência, é na verdade um ato de cuidado. É dizer sim para o que realmente importa, mesmo que isso signifique dizer não para muitas outras coisas boas.

Um exercício de escrita para começar

Se esse tema tocou você de alguma forma, separe alguns minutos e responda, com sinceridade, às perguntas abaixo:
O que é essencial para mim hoje, nesta fase da vida?
O que tenho dedicado tempo que, no fundo, já não faz tanto sentido para mim?
Se eu pudesse abrir mão de uma coisa essa semana para me dedicar ao que realmente importa, o que seria?
Do que eu tenho medo quando penso em abrir mão?

Não existe resposta pronta nem definitiva: o essencial muda conforme a vida muda. Mas o simples exercício de parar e perguntar já é, por si só, um jeito de voltar para dentro de si e lembrar do que realmente vale o seu tempo.

Afinal, o tempo foge mesmo. E talvez a pergunta não seja como ter mais tempo, mas sim: para onde eu quero que o pouco tempo que tenho vá?

E para investir no seu autoconhecimento, eu criei o baralho Despertando o Autoconhecimento Feminino, com 80 cartas, em que nele são abordados vários temas voltados para o autoconhecimento e para o bem estar emocional. Para acessar, é só clicar aqui

Também te convido para acompanhar o meu instagram @thalitaarianepsi em que dou muitas dicas sobre saúde mental, autoestima, autoconhecimento e tem postagens novas semanalmente. Vale a pena conferir! Para acompanhar o meu insta, é só clicar aqui.

Com carinho,
Thalita Gonçalves.

Sem comentários