Em algum momento, você dialogou com o seu interior no silêncio?
Todos os dias, quando escrevo, o que mais aprecio na escrita terapêutica é o silêncio dos barulhos externos para ouvir o que está dentro de mim. E mesmo que a cidade esteja agitada, o trânsito no caos, no consultório ou em casa, a escrita conversa comigo. Faço perguntas, dialogo com meus planos e sonhos, acolho as minhas dores e me preparo para reescrever uma nova história.
Escrever é ter a liberdade de sonhar, de silenciar por alguns instantes para conhecer aqueles pensamentos mais profundos que você tem. É dar um lugar para o que você não conseguiu dizer, para o que ficou engasgado, para o que você guardou por medo de incomodar ou de não ser compreendida.
No papel, não existe julgamento. Existe espaço.
E é nesse espaço que a gente se reencontra com quem fomos, com quem somos e com quem ainda podemos ser. A escrita não exige respostas prontas. Ela só pede presença.
Por isso, hoje, eu te convido a experimentar esse silêncio.
✍️ Exercício de escrita terapêutica: Diálogo com o silêncio
Reserve 10 minutos, um lugar tranquilo e seu caderno. Respire fundo três vezes antes de começar. Depois, escreva sem parar para pensar demais e deixe as palavras fluírem.
Complete as frases abaixo:
Quando o silêncio chega, a primeira coisa que sinto é...
Se eu pudesse dizer uma verdade que guardei por medo, ela seria...
A parte de mim que mais precisa ser ouvida hoje é aquela que...
Se o meu silêncio pudesse falar, ele diria...
Uma coisa que eu gostaria de me permitir sentir, sem julgamento, é.
Ao terminar, releia o que escreveu. Não para corrigir, mas para acolher. Pergunte-se: o que essa escrita revelou sobre mim, que eu ainda não tinha percebido?
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